Resíduos do tratamento de água podem ser reaproveitados na indústria de cerâmica.

A Sabesp, além de oferecer mais saúde e qualidade de vida para a população através do fornecimento de água potável e da coleta e tratamento dos esgotos, também possui uma série de projetos que estudam alternativas para o tratamento e disposição final dos resíduos gerados (lodos) nos seus processos produtivos.
Na ETA Taiaçupeba, por exemplo, a empresa adota um sistema que promove o adensamento e a desidratação do lodo, reduzindo assim o seu volume. O benefício maior desta medida se traduz na facilidade de transporte e na disposição final dos resíduos. Como conseqüência, há significativa economia financeira no processo. Hoje, os valores para o transporte e disposição final do lodo na Região Metropolitana de São Paulo giram em torno de 50 a 100 reais por tonelada.
Outro estudo que merece destaque é o da incorporação de lodo na produção de material cerâmico (tijolos). A similaridade dos componentes deste resíduo com a argila usada na fabricação de blocos cerâmicos, somada ao potencial de absorção dos resíduos pela indústria cerâmica, fizeram com que a Sabesp, a Escola Politécnica da USP, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Cetesb iniciassem em 2000 um estudo para verificar a viabilidade da inclusão do lodo de ETA no processo de produção de tijolos da Cerâmica Mônaco, de Tatuí.
A primeira ETA escolhida para a pesquisa foi a de Cubatão, cujo processo de tratamento é o convencional, composto pelas fases de coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, fluoretação e correção de pH. Esta estação também possui tratamento da fase sólida através de adensamento e desaguamento por filtros-prensa de esteira, aumentando o teor de sólidos no lodo.
O programa de aproveitamento do lodo na indústria cerâmica também reduz a extração de um recurso natural não renovável (argila), atenuando assim a exaustão de jazidas de extração de argila. Da mesma forma prolonga o tempo de vida útil de aterros sanitários.
Neste projeto é notória a passagem de um processo de saneamento básico para um processo de saneamento ambiental, numa visão sistêmica consonante com os propósitos da Sabesp, que é manter firme sua responsabilidade sócio-ambiental.
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