Água: Usar bem é fácil. Difícil é ficar sem.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene.
No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a 200 litros.
Quando abrimos a torneira, costumamos cometer o erro de pensar que ela pode ser utilizada sem nenhuma preocupação. Desconhecemos, assim, que se trata de um recurso natural, finito e que a cada dia torna-se mais caro e escasso.
Segundo a ONU, vinte e seis países com cerca de 232 milhões de pessoas sofrem com a escassez da água. Caso as nações em desenvolvimento não fecharem suas torneiras, terão de investir mais de US$ 700 bilhões nos próximos anos para não morrerem de sede.
Embora o Brasil possua 13,7% da água doce do planeta e 1/3 do maior aquífero subterrâneo do mundo, com um volume de 50 bilhões de metros cúbicos, a distribuição dessa água é desigual. Ainda mais quando consideramos que o crescimento demográfico e a modernização estimulam o consumo de água. O próprio avanço na distribuição de água amplia ainda mais o seu uso, principalmente quando há melhorias em áreas não abastecidas, a chamada demanda reprimida. Por mais que se invista em obras de melhorias no abastecimento público, um novo déficit hídrico pode ocorrer, se o consumo não for racionalizado.
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