Técnica é adotada no período de estiagem para amenizar a situação de reservatórios

Em 2003, São Paulo enfrentou uma das piores secas de sua história. O nível de precipitação ficou muito abaixo da média e a estiagem prolongou-se de tal maneira que comprometeu, significativamente, a capacidade dos reservatórios. Naquele ano a Sabesp investiu em tecnologias e métodos que contribuíram para o enchimento das represas.
Uma das mais utilizadas foi a de "Semeadura por Gotas de Tamanho Controlado". Patenteada pelo engenheiro Takeshi Imai (F.I. ModClima/UniVap/ITA), consiste num processo em que nuvens com potencial de chuva são pulverizadas por equipamentos instalados nas asas e fuselagem de aviões.
Método
Nem toda nuvem contém característica própria e quantidade suficiente de vapor para chegar à precipitação. Assim, essa técnica agiliza o processo de crescimento da gota de água em nuvens quentes, do tipo cumulus congestus. As formações são identificadas através de radares meteorológicos, a partir do Laboratório de Meteorologia da Universidade do Vale do Paraíba - UNIVAP, em São José dos Campos. Depois de localizadas, os técnicos escolhem as nuvens que se encontram em estágio de desenvolvimento, ou seja, que acumulam grande quantidade de água, mas que, por razões físicas, não encontram condições para precipitar.
As informações sobre a intensidade, altura da nuvem, velocidade de deslocamento, posição geográfica e estimativa de tempo para interceptação sobre a área de interesse são passadas em tempo real para a equipe que pilota o avião. A aeronave decola em direção à nuvem e, através de rádio, recebe informações atualizadas sobre a localização da mesma.
O processo a seguir é simples. Ao pulverizar a nuvem, as gotas de tamanho controlado produzidas pela semeadura colidem, durante a sua trajetória, com as gotas do seu interior, aglutinando-as e precipitando-as.
A técnica utiliza somente água potável e é ecologicamente correta, pois não faz uso de produtos químicos no processo.
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