Parques Urbanos
Não há como pensar em um planeta sustentável sem iniciativas que estimulem o desenvolvimento de áreas verdes. Esse foi o objetivo da 12ª audiência de sustentabilidade, realizada no dia 21 de outubro, no auditório Tauzer Garcia Quinderè - sede da Sabesp, em São Paulo. O evento destacou a importância dos parques públicos e o papel da comunidade na gestão desses locais.
Hélio Castro, superintendente de Produção de Água da Sabesp, apresentou o projeto Parque da Integração, desenvolvido pela empresa em parceria com o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo. O parque terá 7,5 km de extensão e será construído em torno da adutora Rio Claro, entre o bairro de Sapopemba e o Largo São Matheus. O local contará com ciclovia, pista de pedestre, bicicletário, parquinho, anfiteatro, áreas para a prática de esportes (malha, bocha e campo de futebol), entre outras atrações. O Parque da Integração foi dividido em cinco setores. Os dois primeiros deverão ser entregues em novembro/2008. O projeto tem previsão para ser concluído em 2010.
Em seguida, o Prof. Dr. Paulo Renato Mesquita Pellegrino, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Universidade de São Paulo, falou sobre “Novos Conceitos de Paisagismo em Parques Urbanos”. Em sua apresentação, o professor apontou conceitos de como conseguir uma harmonia entre as construções e o meio ambiente.
Logo depois foi apresentado o Programa 100 Parques, da Prefeitura de São Paulo. A palestra foi ministrada por Alejandra Maria Devecchi, coordenadora de Planejamento Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente. O projeto foi lançado em janeiro deste ano e tem como objetivo possibilitar que o município tenha, ao menos, cem parques públicos. Segundo Alejandra, foram identificadas áreas prioritárias para a construção dos parques. Em muitas delas a Prefeitura teve de negociar a desapropriação. A palestrante destacou quatro locais em especial: a borda da Cantareira, a nascente do Rio Aricanduva, e as represas Billings e Guarapiranga.
A audiência ainda contou com a participação de Mauricio Broizini, presidente do Conselho Deliberativo do Movimento Nossa São Paulo. Ele destacou a importância do envolvimento da comunidade em favor dos parques e, de maneira geral, nos assuntos do cotidiano.
As audiências de sustentabilidade têm como objetivo principal ampliar o espaço de diálogo com a sociedade. Após as apresentações, surgiram idéias para o desenvolvimento de novos projetos. Uma delas foi a da economista e consultora Maria Ângela Barea, que propôs a plantação de hortas nas lajes das moradias nas favelas. Ela explicou que seria uma alternativa para locais em que há dificuldade para o plantio por conta do crescimento urbano desordenado.
A proposta agradou e o Movimento de Urbanização e Legalização do Pantanal (MULP) se comprometeu a desenvolvê-la em parceria com Maria Ângela. Seu representante, Ronaldo Delfino de Souza, afirmou que a organização possui um trabalho socioeducativo no Jardim Pantanal, Zona Leste de São Paulo. O bairro conta com aproximadamente 5.400 famílias. É apenas um dos dezessete que ocupam a várzea do rio Tietê.
Apresentações:
Parque da Integração - Hélio Castro
Novos Conceitos de Paisagismo em Parques Urbanos - Prof. Dr. Paulo Renato Mesquita Pellegrino
Programa 100 parques para São Paulo - Alejandra Maria Devecchi