Recomposição Florestal
A Recomposição Florestal foi o tema da 3ª Audiência de Sustentabilidade. Na ocasião, quatro iniciativas foram apresentadas por expositores convidados, além dos projetos da Sabesp para a proteção de mananciais, produção de mudas e valoração de ativos.
O diretor executivo do Instituto Ipê, Eduado Ditti, falou sobre os desafios e oportunidades de adequação do uso do solo no entorno do reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista. A entidade desenvolve projetos para a sua região que tenham foco em biodiversidade, educação ambiental e restauração florestal. Em seguida, Gianmarco Bisaglia, diretor administrativo da Associação Terceira Via, mostrou as ações executadas pela instituição para recuperar a mata ciliar no município de Joanópolis.
Gilberto Tiopolo, representante da The Nature Conservancy Brazil, organização internacional que atua no País há vinte anos, abordou a atuação da entidade para recuperar as áreas da Mata Atlântica na região da represa Cachoeira, em Piracaia. O local está ameaçado por conta das expansões agrícola, pecuária e urbana.
Já Malu Ribeiro, coordenadora dos programas Rede das Águas e SOS Mata Atlântica, apresentou o projeto Água das Florestas Tropicais, realizado em parceria com a Cola-Cola. "A Coca-Cola tem vários conflitos e problemas mundiais em razão do gigantesco consumo de água. A meta da empresa é reflorestar, em cinco anos, 3.000 hectares e realizar o plantio de 3,3 milhões de mudas na microbacia do Rio Piray", explicou Malu.
Representando a Sabesp, José Alberto Galvão Ferro, gerente do Departamento de Recursos Hídricos, comentou que há um ano e meio foi dado início a um amplo e completo diagnóstico de cada um dos oito sistemas produtores de água da Região Metropolitana de São Paulo. "Alguns trabalhos já foram concluídos e percebemos que um problema recorrente é a falta de cobertura florestal em nossas áreas, principalmente em matas ciliares. Por meio de parcerias algumas áreas já foram recuperadas".
Também da Sabesp, o engenheiro agrônomo Sérgio Antônio da Silva citou que o sistema Cantareira - o maior sistema produtor de água da RMSP - já é motivo de preocupação pelo uso inadequado do solo e pela pequena cobertura florestal. De acordo com ele, há uma estimativa da empresa para a recomposição florestal da área de 2.500 hectares. "Temos uma pequena infra-estrutura para recomposição florestal, que é o viveiro de mudas em Jaguari, concebido em 1990, para fazer a recuperação de áreas degradadas. Nele são produzidas 200 mil mudas por ano, com 80 espécies de árvores nativas. Já no outro viveiro, em Morro Grande, na região de Cotia, a produção é de 50 mil mudas ao ano com 80 espécies".
A 3ª Audiência de Sustentabilidade foi realizada no dia 21 de janeiro.
Apresentações
Gilberto Tiopolo - The Nature Conservancy Brazil
Gianmarco Bisaglia - Associação Terceira Via